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Montanha-russa


Desde o começo do ano almejamos melhorar a nossa competitividade e resultados e buscamos nos distanciar, de vez, da amarga lembrança da crise. Mesmo sabendo que 2018 ainda seria um ano de desafios, as previsões do mercado financeiro nos animaram em um primeiro momento. Mas a montanha-russa chamada Brasil não nos poupou emoções e o desfecho do primeiro semestre veio cheio de surpresas.

 

Não esperávamos por uma paralisação nacional dos caminhoneiros, que causou transtornos no abastecimento do setor supermercadista e dificultou o funcionamento de toda a cadeia produtiva. A paralisação nos mostrou o que a histórica falta de investimento em infraestrutura, aliada à deficiência de planejamento, pode causar na economia de um país.

 

A greve durou 11 dias em maio e está refletindo no crescimento do Brasil. A previsão do PIB para este ano foi reduzida para 1,94%, ante os 2,60% vislumbrados em janeiro pelo Boletim Focus, do Banco Central, além de uma possível alta da inflação para os próximos meses.

 

O desenvolvimento do setor supermercadista, assim como o de tantos outros setores, depende de uma boa logística. O frete tem um peso importante na composição do custo dos produtos e tem reflexo direto no preço ao consumidor final. Por isso, é tão importante rever nosso marco regulatório para transporte de carga.

 

Um levantamento da empresa de Planejamento e Logística do governo federal (EPL) mostrou que 65% da carga do Brasil são transportados pelas rodovias (o estudo completo pode ser acessado no link https://goo.gl/9erUZ2). Na contramão da maioria dos países do mundo, o Brasil não priorizou sua malha ferroviária que, atualmente, representa somente 15% do transporte de carga do País.

 

É preciso ir além de ações paliativas e apostar em novos sistemas de transporte é uma necessidade para não ficarmos tão suscetíveis a uma situação como a que passamos em maio. Por isso, são necessários investimentos de longo prazo e é preciso comprometimento dos governantes. Comprometimento esse que não pode se resumir a apenas um partido, um mandato ou a um nome.

 

Temos que considerar a importância do trabalho dos caminhoneiros, mas é preciso, também, lembrar da importância do empresariado, que já sofre com altas taxas de impostos para gerar emprego e renda no País e precisa de alternativas para continuar empreendendo e ajudando o Brasil a crescer.

 


Crises e dificuldades acontecem em todos os lugares do mundo, mas a capacidade de solucionar o real problema é o que faz a diferença e que mostra a evolução de cada nação.

 

João Sanzovo Neto

  

Presidente da ABRAS

 

Atualizado em Junho de 2018