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11/01/2019 11:32 - Inflação de 2018: veja as maiores altas e as maiores baixas e o que mais pesou no bolso

A tangerina e o tomate foram os itens que mais subiram em 2018, segundo os dados de inflação divulgados nesta sexta-feira (11). Já o abacate e o limão foram os que mais tiveram a maior queda. Entre as 20 maiores altas e baixas no ano passado, a maior parte é composta por alimentos - um dos grupos que mais pressionou a inflação de 3,75% do ano passado.

 

O resultado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), veio dentro do esperado pelo mercado e cumpriu com folga a meta de inflação perseguida pelo Banco Central, ficando dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema, que era entre 3% e 6%.

 

Entre as 20 maiores altas, apenas dois subitens não são alimentos: aluguel de veículo e passagem aérea. Já nas maiores baixas, cinco itens não são alimentos: artigos de maquiagem, seguro voluntário de veículo, perfume, agasalho feminino e televisor.

 

Apesar de a tangerina liderar a alta em 2018, o tomate teve maior impacto no bolso dos brasileiros dentro do grupo de alimentação. Assim como o abacate, apesar de ter sido o item que mais caiu, o alimento cuja queda teve maior impacto foi o café moído (veja listas abaixo). Isso acontece porque alguns itens estão mais presentes na cesta de compras dos brasileiros – e, por isso, mesmo altas menores são mais sentidas no bolso.

 

Além da alimentação, os grupos que mais pressionaram o índice foram habitação e transportes - os três grupos foram responsáveis por 66% do IPCA do ano.

 

Individualmente, o preço do plano de saúde foi o item com maior impacto na inflação do ano, segundo o IBGE - com alta acumulada de 11,17%.

 

0 maiores altas

 

·         Tangerina: 76,4%

·         Tomate: 71,76%

·         Aluguel de veículo: 36,81%

·         Cebola: 36,71%

·         Laranja-baía: 33,4%

·         Pimentão: 27,13%

·         Batata-inglesa: 23,76%

·         Gás veicular: 22,18%

·         Laranja-pera: 19,48%

·         Maçã: 18,42%

·         Maracujá: 18,16%

·         Farinha de trigo: 18,1%

·         Passagem aérea: 16,92%

·         Mamão: 16,26%

·         Brócolis: 15,72%

·         Peixe-merluza: 14,48%

·         Carvão vegetal: 14,05%

·         Abóbora: 13,50%

·         Repolho: 13,08%

·         Cenoura: 12,59%

 

20 maiores baixas

 

·         Abacate: -27,9%

·         Limão: -19%

·         Feijão-macassar (fradinho): -16,73%

·         Artigos de maquiagem: -13,3%

·         Farinha de mandioca: -13,26%

·         Feijão-branco: -12,35%

·         Peixe-peroá: -11,71%

·         Mandioca (aipim): -11,61%

·         Alho: -10,81%

·         Manga: -10,57%

·         Quiabo: -9,18%

·         Seguro voluntário de veículo: -8,86%

·         Perfume- 8,56%

·         Café moído: -8,22%

·         Agasalho feminino: -7,87%

·         Televisor: -7,72%

 

Altas com maiores impactos entre os alimentos:

 

·         Tomate: 71,76% (0,13 p.p.)

·         Frutas: 14,10% (0,13 p.p.)

·         Refeição fora: 2,38% (0,12 p.p.)

·         Lanche fora: 4,35% (0,09 p.p.)

·         Leite longa vida: 8,43% (0,07 p.p.)

·         Pão francês: 6,46% (0,07 p.p.)

·         Carnes: 2,25% (0,06 p.p.)

·         Batata-inglesa: 23,76% (0,04 p.p.)

 

Baixas com maiores impactos entre os alimentos:

 

·         Café moído: -8,22% (-0,03 p.p.)

·         Farinha de mandioca: -13,26% (-0,02 p.p.)

·         Açúcar cristal: -6,36% (-0,02 p.p.)

·         Alho: -10,81% (-0,01 p.p.)

·         Ovos: -4,03% (-0,01 p.p.)

·         Açúcar refinado: -5,93% (-0,01 p.p.)

·         Feijão-fradinho: -16,73% (-0,01 p.p.)

·         Sorvete: -4,07% (-0,01 p.p.)

 

Fonte: G1

 

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