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06/05/2019 12:08 - Inflação da baixa renda avança para 0,73% em abril, aponta FGV

O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) — que mede a variação de preços de produtos e serviços para famílias com renda entre um e 2,5 salários mínimos — apresentou alta de 0,73% em abril, após marcar 0,67% um mês antes, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) em relatório hoje.

 

Já o IPC-Br, que mede a alta de preços para famílias com renda de um a 33 salários mínimos mensais, registrou aumento de 0,63% em abril, depois de subir 0,65% no mês anterior.

 

Com esse resultado, o IPC-C1 acumula alta de 5,86% nos últimos 12 meses, contra 5,19% do indicador geral.

 

Na passagem de março para abril, das oito classes de despesa componentes do índice, apresentaram acréscimo em suas taxas de variação: Saúde e Cuidados Pessoais (0,25% para 1,08%), Transportes (1,27% para 1,67%), Habitação (0,20% para 0,31%), Educação, Leitura e Recreação (0,10% para 0,35%) e Vestuário (0,61% para 0,71%).

 

Despesas Diversas mudaram de rumo (-0,15% para 0,24%)e Comunicação reduziu o ritmo de queda (-0,06% para -0,02%).

 

Em contrapartida, Alimentação abrandou o ritmo de aumento, 1,23% para 0,76%, com destaque para o comportamento do item arroz e feijão (6,20% para -0,80%).

 

A principal diferença entre o IPC-C1 e o IBC-Br está na ponderação da cesta de produtos e serviços para chegar ao indicador final. Como, para famílias mais pobres, Alimentação costuma ter maior relevância dentro do total de despesas, por exemplo, essa classe de despesa tem peso de quase 40% no IPC-C1 contra 27% no IPC-Br. Da mesma forma, Educação tem peso de quase 9% na inflação das famílias que recebem até 33 salários mínimos e de 2,5% para os menos abastados.

 

Suas diferenças, além do peso de cada item ou categoria de despesa, estão também nas cidades pesquisadas. Enquanto o IPC-Br é coletado em sete capitais (São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília), o IPC-C1 se limita a levantar preços de Rio, São Paulo, Recife e Salvador. Ambos IPC-Br e IPC-C1 são baseados em coletas do primeiro ao último dia útil de cada mês.

 

Fonte: G1

 

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