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Não há crise para o e-commerce 27/03/2019 às 00h


Por Clarice Dias

 

O ano de 2018, como se sabe, contou com suas turbulências, mas, mesmo assim, o comércio eletrônico manteve sua tendência de crescimento e registrou R$ 53,2 bilhões de faturamento, alta nominal de 12% sobre o ano anterior. Este resultado proveio de 123 milhões de pedidos (10% a mais que em 2017), que resultaram em um tíquete-médio de R$ 434, valor que superou apenas 1% a média do período anterior.


Ou seja, o resultado positivo do e-commerce foi puxado pelo aumento de pedidos e da chegada de novos consumidores ao mercado digital, que somaram cerca de 10 milhões de pessoas no ano passado. De acordo com Ana Szasz, líder comercial da Ebit-Nielsen, a média de desembolso dos consumidores não evoluiu de maneira mais expressiva por causa da postura cautelosa que as pessoas adotaram diante da crise.


O movimento de consumo acima refletiu no aumento de pedidos nas categorias de cosméticos/perfumaria e moda. Estas lideraram o ranking das mais pedidas, porém, tiveram pedidos de menor valor. O crescimento só não foi mais expressivo, em 2018, por conta da greve dos caminhoneiros, que impediu cerca de R$ 407 milhões em compras, prejudicando as vendas da Copa do Mundo e Dia dos Namorados, e pela instabilidade no período pré-eleitoral.


Ainda no bom ano para o comércio eletrônico, as vendas na Black Friday ficaram acima das estimativas e contribuíram fortemente para o bom resultado. Vale ressaltar que, em 2018, tivemos a melhor Black Friday da história, com vendas no e-commerce de R$ 2,6 bilhões, representando uma alta de 23% em relação a 2017.


Projeção 2019

Como os ventos vem soprando a favor da atividade eletrônica e a era tecnológica passa, constantemente, por inovações, a previsão de alta para as vendas digitais, em 2019, é na ordem de 15%, resultando em R$ 61,2 bilhões em valores movimentados.

 

Quanto à quantidade de pedidos para este ano, a estimativa é de alta de 12% em relação a 2018, algo em torno de 137 milhões. Para o tíquete médio do shopper, a previsão é de aumento de 3%, alcançando a cifra de R$ 447,00.



 

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