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Sinergia e criatividade para adoçar as vendas da Páscoa 2017 21/02/2017 16:33:20

A conjuntura não ajuda, mas não justifica haver desânimo. Há fatores positivos, como a recuperação, mesmo que lenta, da confiança do consumidor. Mas o que fará desta Páscoa melhor que a de 2016 é a sinergia entre varejo e indústria

 

Peixes, vinhos, azeites, azeitonas e chocolates são sinônimos de Páscoa, embora haja outros produtos que se destacam em vendas na data. Neste ano, as expectativas comerciais variam entre as categorias, mas, em nenhuma delas, há um otimismo incontestável. O cenário econômico inspira cautela. A única certeza é a necessidade de realizar ações de estímulo às vendas que envolvam varejo e indústria e tragam componente extra de criatividade, para garantir uma Páscoa, em 2017, melhor do que foi a de 2016.

 

Fatores como câmbio estável e menos desvalorizado em relação à Páscoa do ano passado, um ligeiro, mas ainda frágil otimismo do consumidor em relação à recuperação da economia — maior do que havia na data do último ano — e o fato de a Páscoa, neste ano, cair em abril, ou seja, mais distante do Natal de 2016 do que no ano passado, permitem, a algumas indústrias, prever período pascoal mais venturoso em 2017.

 

Contudo, só é possível realizar um bom e rentável trabalho se houver entendimento do que querem e do que podem os consumidores. Nesse sentido, a sinergia entre indústria e varejo, com influência nos preços, promoções e ações criativas no ponto de venda (PDV) terão grande importância nesta Páscoa. Assim, perspicácia para saber em quais categorias será possível obter melhor relação margem-volume é essencial.

 

“Entendemos que alguns itens, principalmente importados, poderão ter resultado melhor neste ano do que tiveram em 2016, quando o dólar oscilava na casa dos R$ 4. Algumas importações, como azeite e bacalhau, mostram sinais de recuperação desde o segundo semestre do ano passado, isso em relação ao mesmo período de 2015”, diz o sócio-diretor da GS&Consult, Alexandre Machado.

 

Outra categoria, em que os importados podem se beneficiar, é a de vinhos, que vêm ganhando o gosto dos brasileiros aos poucos, já há algum tempo. Porém, os representantes da produção brasileira de vinhos, a cada ano mais refinada, também estão otimistas em relação a 2017 e à Páscoa. “Acreditamos que conseguiremos conciliar preço e qualidade, o que foi mais difícil de fazer em 2016, quando tivemos uma quebra de safra de 57%. Para este ano, a boa safra reforça essa tese, o que nos ajudará na Páscoa também”, diz o gerente de Promoção do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Diego Bertolini.

 

Conjuntura

Quando se olha o agregado das categorias sensíveis à Páscoa, a perspectiva não é tão boa. Machado diz que o otimismo do mercado em relação ao Brasil está em declínio por causa da lentidão do governo em realizar as reformas estruturais necessárias. “Até novembro de 2016, o mercado projetava crescimento de 1% do PIB para 2017. Hoje, a previsão é de crescimento de 0,5%, segundo o Banco Central [BC], e o número só será positivo em função do segundo semestre.”

 

Machado destaca a necessidade de ser, neste momento, pragmático. “Mesmo que as reformas sejam aprovadas e o mercado se encha de otimismo, os resultados das ações econômicas não terão efeito no curto prazo. Até que os índices de desemprego, renda e confiança dos consumidores melhorem, não teremos muitos motivos para comemorar.”

 

Em termos de faturamento do varejo na Páscoa deste ano, Machado prevê queda em relação a 2016, “ano em que as vendas [pascoais], segundo o Serasa Experien, tiveram queda de 9,6%”. O chocolate, uma das categorias mais importantes da Páscoa, contribuiu para o número negativo. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), a produção da indústria de chocolates, em 2016, teve queda de 27% em relação a 2015.

 

Para a Páscoa 2017, a Abicab, até o fechamento desta edição, não havia feito estimativas. Para corroborar a tese de que é preciso cautela nesta Páscoa, Machado diz que informações extraoficiais sobre o Natal de 2016 apontam para queda de 5% nas vendas do varejo. “No Natal, segundo informações veiculadas na imprensa muitos varejistas previram uma demanda maior do que a realizada, gerando sobras de estoque. Esse fato precisa ser considerado e servir de lição para a Páscoa de 2017.”

 

Leia a matéria na íntegra na edição de Janeiro/Fevereiro da revista SuperHiper.



 

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