O contrato da soja com vencimento em agosto registrou forte queda ontem na Bolsa de Chicago (CBOT), em meio a uma onda de vendas por parte de produtores nos Estados Unidos, que derrubou os preços no mercado à vista. O contrato perdeu 70 centavos de dólar (4,8%) e fechou a US$ 13,9250 por bushel. A queda só não foi maior porque os 70 centavos correspondem ao limite diário de variação, para cima ou para baixo, imposto pela CBOT para a soja. Os produtores norte- americanos decidiram enxugar parte de seus estoques após a alta dos preços na segunda-feira e também pela perspectiva de uma grande colheita este ano, que pode afetar as cotações.
Na Bolsa de Nova York, o café arábica caiu 3,85%, com a previsão de que o frio intenso nas principais regiões produtoras do Brasil não deva causar danos significativos aos cafezais. A depreciação do real ante o dólar ajudou a acentuar as perdas, já que o Brasil é o maior produtor mundial da commodity e uma moeda mais fraca estimula as exportações. O açúcar bruto recuou pelo mesmo motivo, fechando em baixa de 1,2%. Além disso, dados divulgados ontem mostraram que a produção de açúcar no Centro- Sul do Brasil na safra atual é 21% maior que a do mesmo período do ano passado.
Já o suco de laranja subiu 2,8%, com a formação de uma tempestade tropical no Atlântico. Ainda é cedo para saber se o fenômeno meteorológico terá algum impacto sobre a Flórida, mas a incerteza fez com que o mercado adicionasse um prêmio de risco aos preços.
Veículo: O Estado de S. Paulo