Nova alta levou redes do setor a rever projeção de alta para o consolidado do ano, de 0,6% para 1,0%
ATIBAIA (SP) - Os supermercados brasileiros viram suas vendas crescerem 4,6% em setembro, na comparação com o mesmo mês de 2015, segundo a Associação Brasileira dos Supermercados (Abras). Com a nova alta mensal, a quarta consecutiva, a entidade decidiu rever para cima a projeção de vendas para o consolidado de 2016. Se antes a estimativa era de um ligeiro avanço de 0,6% sobre 2015, agora a previsão é uma alta de 1,0% na mesma base de comparação.
"Desde o final do primeiro semestre o nosso índice tem mostrado uma recuperação nas vendas em relação ao ano passado. O resultado de setembro foi até um pouco além do que esperávamos e, com isso, estamos prevendo um resultado melhor de nossas vendas para os próximos meses, em relação ao que prevíamos inicialmente", comentou o presidente da Abras, Fernando Yamada. No acumulado dos primeiros nove meses deste ano, as vendas do setor supermercadista apontam uma alta de 1,2%, em termos reais, sobre o mesmo período de 2015. Já na comparação com agosto, o indicador registrou em setembro queda de 1,1%.
Natal
Para as vendas natalinas, período em que o consumo fica aquecido nos supermercados, os representante do setor projetam uma alta de 0,6% sobre o mesmo período de 2015, quando o comércio estava ainda sob forte efeito da crise econômica. De acordo com o estudo da Abras, 56% dos empresários supermercadistas prevêem estabilidade nas vendas de final de ano e realizaram pedidos controlados junto à indústria e fornecedores. Já para 16% a expectativa é elevar os estoques para o período, em comparação com a mesma época do ano passado.Ainda segundo o levantamento, 28% dos supermercadistas esperam vendas piores no Natal, frente à data comemorativa de 2015. Refrigerantes e cervejas são os produtos que, segundo a Abras, devem registrar as maiores altas nas vendas no restante do ano. Frango, peixe, frutas secas e panetones também devem vender mais este ano, em relação a 2015. Apenas vinhos e o tradicional peru congelado deverão ter saídas menores neste ano.
Fonte: DCI