O consumo, que já vinha puxando a atividade no fim de 2017, tende a se fortalecer. O aumento dos salários é outro bom indicativo sobre a capacidade de compra das famílias.
O GLOBO destaca que 91% dos dissídios em janeiro garantiram reajustes acima da inflação. O INPC em 12 meses foi de 2,1% e a mediana dos acordos ficou em 3%. Outro ponto é que as famílias têm gastado menos com juros, o que pode injetar R$ 100 bi no consumo, estima o banco BNP Paribas. As famílias fizeram a parte delas, pagaram dívidas. Foi um movimento saudável. Falta o setor bancário acompanhar a redução dos juros básicos da economia. O custo dos empréstimos continua muito acima da Selic.
O avanço do consumo começou no ano passado. Na origem do fenômeno estava a queda da inflação, que melhorou o poder de compra das famílias. Depois, veio a liberação do FGTS. Parte dos recursos ajudou a movimentar o comércio e os serviços. Outra parcela foi usada na redução do endividamento, que trouxe esse alívio no orçamento doméstico.
Apesar da melhora na demanda, outras áreas da economia devem demorar mais a se recuperar. O investimento continua fraco, por alguns razões. A produção sobe, mas as empresas ainda trabalham com capacidade ociosa. Antes de contratar, elas vão ocupar esse espaço ocioso. Outro ponto é a confiança. Há dúvidas se esse crescimento da economia é sustentável. O enterro da reforma da Previdência não ajudou. Apesar das boas notícias no curto prazo, o futuro permanece incerto.
Fonte: O Globo