O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) aumentou 0,30% em setembro, informou na última sexta-feira (05) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Tarifas de energia podem impactar próximos resultados.
O índice do mês passado foi o maior para setembro desde 2015, quando o INPC registrou 0,51%. Contudo, foi inferior ao resultado do IPCA geral, que subiu 0,48% no período (atingindo 3,34% no ano e 4,53% em 12 meses).
O INPC abrange o consumo das famílias com renda entre um e cinco salários mínimos mensais. Como resultado, o indicador totalizou uma elevação de 3,14% no ano e de 3,97% no acumulado em 12 meses. Em setembro de 2017, o INPC tinha apresentado deflação de 0,02%.
Segundo o gerente de pesquisa do IBGE, Fernando Gonçalves, o avanço do índice foi puxado principalmente pelo preço dos combustíveis. “O componente foi impactado pelo preço do petróleo, que vêm subindo no mercado internacional, e também pela valorização do dólar”, explica.
O especialista ainda destaca a influência dos alimentos no resultado do mês. “A cesta de consumo das famílias com rendimento menor tem grande peso no INPC”, diz ao DCI. Segundo o IBGE, os produtos alimentícios tiveram alta de 0,05% em setembro enquanto, no mês anterior, registraram queda de 0,44%.
Indicador da FGV
O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), usado para mensurar o impacto da movimentação de preços entre famílias com renda mensal entre um e 2,5 salários mínimos, também apresentou avanço no mês passado.
Divulgado pela Fundação Getulio Vargas ainda na sexta-feira, o IPC-C1 subiu 0,20% no mês, após alta de 0,04% registrada em agosto. Com o resultado, o índice acumula alta de 3,55% no ano e avanço de 4,17% em 12 meses.
Quatro dos oito componentes do índice apresentaram alta: Alimentação (-0,40% para 0,10%), Vestuário (-0,45% para 0,62%), Transportes (0,07% para 0,35%) e Comunicação (-0,10% para 0,08%).
Fonte: DCI