Cem marcas já estão disponíveis no Submarino; moda é a segunda categoria mais vendida no e-commerce no Brasil
A B2W, dona dos sites Americanas.com, Submarino, Shoptime e Ingresso.com, iniciou ontem a venda online de roupas, calçados e acessórios, conforme antecipou em 18 de abril o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.
O canal escolhido para estrear na categoria foi o Submarino.com, que oferecerá peças de marcas como Levi’s,Coca-Cola Clothing,Colcci,Forum,Guaraná Brasil, Richards e Iódice.
A expectativa no mercado era de que a operação começasse em junho,entretanto, segundo fontes, por se tratar de um negócio envolvendo outras grandes empresas, a conclusão da infraestrutura logística e tecnológica da operação atrasou.
A operação de moda dentro do Submarino já nasce com 100 marcas e 50mil itens.“É a maior plataforma para atender a demanda deste segmento”, disse ao Broadcasto diretor comercial da companhia, Thiago Barreira.
Segundo ele,algumas marcas podem ser encontradas no conceito“store-in-store”(loja dentro da loja) e contam com um espaço personalizado no site do Submarino. Nesses espaço as empresas poderão engajar seu público em uma experiência com produtos, vídeos, campanhas publicitárias e outros conteúdos relevantes.
Concorrência. Ao entrar no segmento de moda, a veterana B2W passará a bater de frente com outras varejistas virtuais, como Dafiti, Lets, OQVestir, que são novatas no mercado brasileiro e já nasceram com foco em moda.Antes dela,varejistas como Compra Fácil e Ricardo Eletro, que também cresceram focados na venda de eletrodomésticos e eletrônicos, iniciaram recentemente a venda de roupas e calçados nos seus sites.
Barreira evitou falar sobre concorrência ou projetar números, mas evidenciou que a companhia pretende se tornar líder também no segmento de moda.
Para analistas,o impacto positivo da entrada de calçado e vestuário no resultado da empresa virá de duas formas: a nova categoria deve aumentar as vendas totais da empresa, já que o segmento representa 12% do e-commerce brasileiro, e também pode melhorar a margem da companhia – calçados e vestuário têm margem bruta de aproximadamente 40% contra cerca de 20% de eletrônicos.
Segundo a consultoria e-bit, a categoria “moda e acessórios” foi a segunda mais procurada pelos consumidores em 2012, respondendo por 12,2%do faturamento total, atrás apenas de “eletrodomésticos” (12,4%). Em terceiro lugar ficou “saúde, beleza e medicamentos”, com 12%, seguido de “informática” (9,1%) e “casa e decoração” (7,9%). No ano passado, o e-commerce brasileiro faturou R$ 22,5 bilhões, uma alta nominal de 20% em relação a 2011.
Os profissionais do setor acreditam que a expansão do acesso ao e-commerce pelas mulheres vai elevar o interesse das empresas no segmento de moda. As mulheres representam 50,1% dos consumidores virtuais, mas são 56,7% dos novos entrantes, segundo dados da e-bit.
Veículo: O Estado de S. Paulo