A economia brasileira entrou em recuperação no quarto trimestre de 2011, puxada novamente pelo consumo, mas ainda com queda na indústria e investimentos contidos. O Produto Interno Bruto cresceu 0,3% no período e 2,7% no ano passado.
A demanda das famílias mostrou forte reação, com aumento da renda, da ocupação e do desmonte das medidas de controle da demanda. A indústria foi atingida pelo câmbio valorizado e pela crise externa, fatores que continuam ativos e capazes de impedir que o setor tenha maior participação na retomada.
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Com a indústria de transformação enfraquecida, o avanço dos investimentos tende a ser menos vigoroso. A expectativa dos economistas é que os setores de infraestrutura e construção puxem os investimentos no Brasil nos próximos anos. "Mas não há como dizer que essas áreas compensarão a perda de fôlego da indústria", diz o economista-chefe do BanifInvest, Mauro Schneider.
O PIB terá um crescimento expressivo, de 5,5% a 6% no fim do ano, prevê Luiz Carlos Mendonça de Barros, sócio da Quest Investimentos. "É um ritmo até superior ao que a economia aguenta". O BC tem espaço para reduzir mais um pouco a taxa de juros, dos atuais 10,5% para 9,5% ao ano, mas não deve avançar muito mais no ciclo de corte da Selic, sob o risco de aquecer demais a atividade econômica, afirma. Ele projeta crescimento médio de 3,5% no ano.
Veículo: Valor Econômico