Entreposto registrou queda nos preços de 1,1% na relação de 45 produtos.
A crise financeira internacional ainda não afetou os preços dos produtos comercializados na Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (Ceasa Minas). A afirmação foi do chefe da Seção de Informações de Mercado do entreposto, Ricardo Fernandes Martins, que inclusive apontou queda nos preços de 1,1% na relação dos 45 principais produtos vendidos, no decorrer dos primeiros 20 dias de outubro ante o mesmo período do mês anterior.
De acordo com Martins, esse grupo representa 93% dos hortifrutigranjeiros da Ceasa Minas. Desse montante, uma grande parte dos produtos apresentou quedas expressivas enquanto outros tiveram altas em função do período mais favorável alavancado por boas condições climáticas. Produtos como abobrinha italiana, banana nanica e prata, beterraba, cebola, cenoura, chuchu, couve-flor, pepino e tomate registraram queda.
No topo da lista da queda de preços figurou a cenoura. Nos primeiros vinte dias de setembro o quilo foi comercializado a R$ 1,06, sofrendo variação negativa de 44,3%, sendo vendida a R$ 0,59 o quilo. De acordo com Martins, a cenoura apresentava oferta mais baixa em função do atraso na safra de inverno que agora está se regularizando, explicou.
No caso do pepino, a redução de preços foi da ordem de 29% no período. De R$ 0,69 por quilo no intervalo passado, o pepino registrou queda e está sendo comercializado a R$ 0,49 por quilo. O chuchu, por sua, vez também registrou retração, passando de R$ 0,74 para R$ 0,60, queda de 18,9%. A cebola foi outro produto que impactou na baixa de preços, apresentando queda de 15,9%. Com o quilo custando R$ 1,07 nos primeiros 20 dias de setembro e o preço médio em outubro foi de R$ 0,90 por quilo.
Expectativa - Segundo Martins, a expectativa é que, pelo menos até o final de novembro, ocorra manutenção desses preços no entreposto. Mas também foi constatado a presença de produtos que tiveram os preços alavancados em função do período de entressafra.
"Uma das maiores altas foi a do limão taiti que chegou a 55,8%. O quilo da fruta que foi comercializado a R$ 1,65, estes dias registrou preço de R$ 2,57 por quilo", comparou.
Mas, as altas nos preços não param por aí. O preço do abacate também teve incremento e saltou de R$ 0,94 para R$ 1,12, variação de 19,1% no período. A tangerina poncan, por sua vez, está custando R$ 0,72 contra R$ 0,62, variação de 16,1% nos primeiros 20 dias de setembro.
"No caso da tangerina, o produto está chegando ao final da safra e conta com oferta em baixa, apontando para preços mais altos", adiantou. Segundo Martins, essas mercadorias deverão manter os preços em alta, podendo se estender até dezembro em função do período de entressafra dos produtos.
Veículo: Diário do Comércio - MG