Mudanças na previsão meteorológica para a região produtora de milho dos Estados Unidos derrubaram as cotações futuras do grão ontem, na Bolsa de Chicago. O contrato com vencimento em dezembro cedeu 1,1% e fechou a US$ 5,75 por bushel. Na semana passada, o milho tinha subido por temores de que um clima mais quente e seco atingisse as lavouras do país, justamente na fase crítica de polinização. Boletins divulgados ontem previram, contudo, condições mais favoráveis, com temperaturas mais baixas e chuvas. Com isso, cresce a chance de que se confirme a previsão de uma área colhida recorde este ano.
O trigo, que assim como o milho é usado em ração animal e por isso costuma se mover na mesma direção, caiu 1,7%. Também pesou sobre o trigo a percepção de que as altas recentes podem inibir a demanda externa pela commodity com origem nos EUA. A soja foi o único grão a fechar em alta na Bolsa de Chicago, com ganho de 0,5%. O mercado continua atento à oferta escassa da oleaginosa nos EUA e, além disso, dados divulgados indicaram que o volume processado no país em junho superou estimativas.
Na Bolsa de Nova York, o café arábica praticamente zerou as perdas da sessão anterior, fechando em alta de 3,2%. Investidores decidiram recomprar contratos devido ao risco de chuvas e atrasos na colheita no Brasil, o maior produtor mundial. O fortalecimento do real frente ao dólar também contribuiu para a valorização, reduzindo o ritmo de venda dos produtores brasileiros.
Veículo: O Estado de S. Paulo