O mercado doméstico de algodão mostrou firmeza na segunda semana de julho. No CIF de São Paulo, a indicação na quinta-feira passada ficou em R$ 2,12 por libra-peso, o maior patamar desde o ultimo dia 10 de abril. Comparado ao mesmo período do mês passado, acumula ganhos de 13,4% e, ante igual período do ano anterior, a alta é de 36,8%.
De acordo com o analista de Safras & Mercado lcio Bento, a elevação nos preços resulta da escassez de oferta no mercado disponível. "O atraso da colheita no Mato Grosso do Sul e em Goiás, além da concentração da produção do Mato Grosso na safrinha e no adensado - com a colheita iniciando na segunda quinzena de julho -, faz com que os lotes disponibilizados sejam destinados ao cumprimento de contratos antecipados", explica.
Assim, aquelas indústrias com necessidade de aquisições imediatas acabam encontrando os vendedores na defensiva. "A tendência é que, com o avanço da colheita no maior produtor nacional (Mato Grosso), a situação de oferta se normalize", aposta.
O relatório de julho de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda), divulgado na quinta-feira, estimou a produção de algodão do país na temporada 2013/14 em 13,50 milhões de fardos, ante mesmo patamar do mês anterior.
As exportações deverão ficar em 11 milhões de fardos em 2013/14, mesmo patamar do relatório passado. O consumo interno foi previsto em 3,50 milhões de fardos, igual ao mês anterior.
Baseado nas estimativas de produção, exportação e consumo, os estoques finais norte-americanos foram previstos em 2,90 milhões de fardos para a temporada 2013/14, ante 2,60 milhões no mês assado.
Para a temporada 2012/13, é esperada produção de 17,32 milhões de fardos, exportações de 13,3 milhões de fardos, consumo de 3,45 milhões de fardos e estoques finais de 3,9 milhões de fardos.
Veículo: Diário do Comércio - MG