Mesmo com o apoio dos governos de Brasil e Argentina, o SML (Sistema de Pagamentos em Moeda Local) ainda não deslanchou no comércio entre os dois países.
Em fevereiro deste ano, 398 operações foram pagas em real ou em peso, número mais baixo desde março de 2011.
"A vantagem para o exportador é não pagar tanta corretagem, mas a moeda argentina tem menos liquidez e é menos aceita internacionalmente. Isso limita um pouco o desenvolvimento desse processo", afirma Paulo Bastos Tigre, professor do Instituto de Economia da UFRJ.
Para Julio Gomes de Almeida, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, mudanças no valor do dólar podem produzir oscilações na adoção do SML.
"É uma medida que tende a não se desenvolver muito nos próximos meses, pois há excesso de dólar no Brasil."
Desde que o sistema passou a ser usado, em outubro de 2008, o recorde de operações ocorreu em setembro de 2011, com 500 negociações.
Na ocasião, o valor comercializado foi de cerca de R$ 154,5 milhões.
Veículo: Folha de S.Paulo