O setor de bares e restaurantes foi o maior beneficiado com a festa junina no Pelourinho
O São João do Pelourinho de 2014 foi o melhor nos últimos quatro anos, segundo o presidente da Associação dos Comerciantes do Centro Histórico de Salvador (Acopelô), Lenner Cunha.
Em estimativa feita pela Acopelô, as vendas aumentaram em média 37% quando comparadas às festas juninas do ano passado, principalmente para o setor de bares e restaurantes, durante o período entre 18 e 24 deste mês.
Os turistas que visitam a cidade para a Copa do Mundo e a grande quantidade de pessoas que foram assistir às atrações nos palcos montados no Terreiro de Jesus, Cruzeiro de São Francisco, Praça Tereza Batista e largos do Pelourinho são apontados pelos comerciantes como motivos do aumento das vendas.
O clima de otimismo no Pelourinho é muito maior do que no início do mês, segundo Lenner Cunha. "Teve uma melhoria significativa, os comerciantes estão muitos felizes com todo o movimento. E é um movimento que deve ficar até o final da copa", afirma.
A Secretaria de Cultura da Bahia e a Bahiatursa, organizadoras dos eventos no Centro Histórico, estimam que 230 mil pessoas frequentaram os locais nos sete dias de festa.
Em Salvador, foram investidos R$ 7,5 milhões para a estrutura e shows de bandas como Aviões do Forró.
Para a baiana de acarajé Sueli Conceição Tavares, que trabalha há 28 anos no Terreiro de Jesus, este é o melhor ano em faturamento desde 2009.
"Trabalhei muito. Este ano, graças a Deus, foi ótimo. Tive que me preparar bastante. Me organizei antecipadamente. Comprei o dobro de tudo: feijão, camarão, dendê", disse.
Para o gerente do restaurante Jardim das Delícias, Edson Valença, o crescimento em relação ao ano passado foi mais de 70%.
"As atrações no Centro Histórico foram bem melhores do que no ano passado. Trabalhamos com duas pessoas na rua chamando para o restaurante e deu resultado", conta Valença.
No tradicional bar Cravinho, o aumento foi de 40%, em relação ao último São João. "Ano passado também foi bom, mas não como na proporção desse ano", afirma o atendente Edcarlos Souza.
No comércio informal, como nas barracas que são montadas no Terreiro de Jesus, o movimento foi irregular. "Todas as boas atrações foram no mesmo dia. Deveriam ter distribuído melhor", afirma a vendedora Edilanda Sousa.
Lojistas
Para o setor de galeria de artes e os lojistas que vendem souvenirs, o São João não foi tão animado quanto as festas nos bares e restaurantes.
"São João para mim não existe. Geralmente perto do início da festa eu abaixo as portas", afirma Leonice Leite, proprietária da loja Pelô Mania, que comercializa roupas nas cores verde e amarela.
No entanto, os turistas da Copa do Mundo fazem a diferença para um mês que normalmente é de baixa estação. "Desde o primeiro dia da Copa está vendendo muito. Nós tivemos quantidade e qualidade", diz.
Segundo o presidente da Acopelô, Lenner Cunha, os melhores meses para o setor são julho e agosto, quando se concentram os turistas europeus. "O setor de galerias de arte não teve a vibração de outros setores. Os turistas não querem sair daqui com telas, que demandam um peso e um volume maior (na bagagem)", diz.
Veículo: A Tarde - BA