Objetivo dos aportes é implantar melhorias na unidade instalada em Contagem e promover estratégias de marketing.
Depois de investir R$ 68 milhões na expansão da fábrica e na ampliação do mix nos últimos dois anos, a Vilma Alimentos - marca controlada pela Domingos Costa Indústrias Alimentícias S/A, com sede em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) - já planeja inversões da ordem de R$ 20 milhões para 2011. O aporte será destinado a melhorias na unidade e ações de marketing.
Do total, 30% serão realizados por meio de capital próprio e o restante com financiamentos via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), segundo informou o presidente da empresa, Domingos Costa.
Ele ressaltou que os aportes se tornaram necessários em virtude do crescimento da empresa no mercado mineiro e do aumento da demanda. "As inversões contribuem para que a Vilma Alimentos se torne cada vez mais competitiva e ofereça ao consumidor um somatório de qualidade e preço acessível", afirmou.
Em 2010, a companhia concluiu os primeiros investimentos na nova linha de produção. Na ocasião, equipamentos como secadores de massas, prensas e cortadoras foram importados da Itália.
Além disso, foram realizados aportes na linha gourmet da marca, que conta com uma série de produtos diferenciados, voltados para a alta gastronomia. O mix incluiu massas como canellone, parafusone, conchiglioni e lasanha, utilizadas em pratos mais sofisticados e que atingem um novo nicho de mercado.
Conforme Costa, neste ano, a expansão da planta será complementada e, ainda no primeiro semestre, a empresa deverá concluir a implantação de uma unidade de silos no município de Cambé, no Paraná. Para 2011, também está programada a terceira unidade de moagem de Contagem. Ele destacou que, atualmente, a produção de massas, misturas prontas e refrescos é feita em três turnos, utilizando 85% da capacidade instalada.
Ainda de acordo com Costa, a planta da RMBH gera 1,7 mil empregos diretos e cerca de 100 vagas estão abertas. "Entretanto, há uma grande dificuldade em efetuar as contratações, já que o ‘apagão’ de mão de obra está em todos os setores da economia", avaliou. Diante do aumento da produção, a expectativa do empresário é de registrar alta de 10% no faturamento de 2011 em relação ao exercício anterior.
Conforme o DIÁRIO DO COMÉRCIO já havia publicado, a empresa encerrou 2010 com faturamento de R$ 435 milhões, aumento de 6% em relação ao desempenho registrado no ano anterior.
Minas Gerais continua sendo o principal mercado consumidor da empresa, respondendo por 80% da receita. O restante é dividido entre os estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Bahia e Goiás. "Queremos continuar investindo no Estado em função do seu alto potencial e do espaço que ainda há para crescer", explicou.
Veículo: Diário do Comércio - MG