Região tende a se tornar novo polo comercial da cidade, dizem especialistas
A avenida Paulista ganhou quatro grandes lojas de varejo no ano passado -JNE, Marisa, Renner e Via Veneto. Elas sinalizaram ao mercado o novo perfil da região.
O local, que até os anos 1990 tinha fama de gerir o sistema financeiro do país, tem passado por uma "crise de identidade" durante os últimos dez anos, quando parte das atividades migraram para regiões como as das avenidas Brigadeiro Faria Lima e Engenheiro Luiz Carlos Berrini, ambas na zona oeste.
Para especialistas em varejo, o atual movimento marca o encontro de um novo polo comercial da cidade. "A Paulista não tem um foco varejista, ainda é financeiro, mas o fluxo de pessoas é muito grande e, para o varejo, é isso que importa", afirma Edgard Barki, do Centro de Excelência do Varejo da FGV (Fundação Getulio Vargas).
Segundo a Associação Paulista Viva, a circulação na região da avenida é de 1,5 milhão de pessoas por dia.
De olho no movimento, o shopping Top Center ampliou sua rede de lojas de 54 para 68 unidades em 2009. A Camisaria Colombo abriu sua segunda unidade na avenida há três anos.
A existência de lojas da mesma atividade não implica concorrência entre elas, mas aumento do fluxo de consumidores, diz Bakri.
Pedro Pepe, gerente de uma sapataria da avenida, concorda: "Com a abertura de lojas, há mais opções de compra atraindo clientes".
Veículo: Folha de S.Paulo