A empresa está investindo US$ 2 milhões para viabilizar a fabricação de máquinas de lavar roupa
A Suggar Eletrodomésticos, com planta no Distrito Industrial de Olhos D’Água, na região do Barreiro, na Capital, mantém a aposta na importação de itens da China para manter o ritmo de expansão dos negócios. Segundo o diretor-presidente, José Lúcio Costa, neste ano a empresa aumentou em 35% o volume de importados para a época do Natal em relação ao mesmo período de 2010.
Conforme ele, mesmo com a inflação em patamares mais elevados que o ideal, o aumento da renda da população brasileira ainda tem mantido bastante aquecidas as vendas de eletrodomésticos da Suggar. A empresa deve crescer 30% neste exercício ante o ano passado.
"Esse fator, aliado ao menor preço das mercadorias importadas, tem proporcionado o crescimento da empresa em níveis significativos. Atualmente, quase todas as pessoas têm condições de comprar um eletrodoméstico, principalmente no Natal. Com R$ 50, o consumidor pode não conseguir adquirir uma roupa de qualidade, mas consegue comprar um liquidificador", argumenta.
Dos 158 produtos comercializados pela marca Suggar, apenas nove são produzidos no Brasil. A partir do final deste ano, novos produtos trazidos da China, como umidificadores de ar, também serão vendidos pela companhia.
"As mercadorias chinesas são muito mais baratas, algumas chegam a custar um terço do preço dos similares produzidos no país, em razão dos enormes encargos tributários, altos juros e câmbio valorizado, que tanto afetam a competitividade da indústria nacional, principalmente dos setores com mais valor agregado. Portanto, importar os itens e montá-los na planta brasileira se tornou a melhor opção para manter o dinamismo das operações", explica Costa.
Nova linha - Embora os produtos importados representem mais de 90% do mix, a Suggar também está investindo na produção de uma nova linha de eletrodomésticos na planta sediada em Belo Horizonte. De acordo com o diretor-presidente, foram realizados aportes de US$ 2 milhões para viabilizar a fabricação de dois modelos de máquinas de lavar roupas.
"Por serem grandes, o que significa que são mais caros para importar, produtos como máquinas de lavar ainda podem ser produzidos no país em níveis competitivos. Além disso, o mercado para este tipo de eletrodoméstico é muito bom. Cerca de 68% das residências brasileiras não possuem o equipamento, o que indica uma grande demanda reprimida que deve ser suprida por meio do aumento do poder aquisitivo das classes C e D", avalia Costa.
O empresário informou também que, para viabilizar a produção das máquinas de lavar, as linhas de operação da fábrica funcionarão 24 horas por dia, em quatro turnos, e contarão com mais de cem empregados temporários já contratados.
Para o próximo ano, Costa acredita que o mercado interno deve continuar impulsionando o desempenho da empresa, que não deve ser significativamente impactada pela desestabilização do cenário econômico internacional. "O setor de bens de consumo deve se manter aquecido em função da demanda existente no país, por isso esperamos permanecer registrando altos índices de expansão nos próximos anos, tanto na comercialização de importados quanto de produtos fabricados no Brasil", afirma.
Veículo: Diário do Comércio - MG