Dados de moagem de cana na principal região produtora do Brasil ajudaram a derrubar os preços do açúcar bruto ontem na Bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em outubro caiu 0,55% e fechou a 16,25 centavos de dólar por libra-peso, o nível mais baixo em quase quatro semanas. Pouco antes do fechamento, o açúcar se aproximou da mínima em três anos. Apesar de a moagem de cana ter recuado na segunda quinzena de junho, o volume ficou próximo do teto das estimativas. Além disso, analistas esperam uma safra recorde neste ano. Desde o início do atual ano safra, em abril, o volume de açúcar supera em um terço o de igual período do ano passado.
O enfraquecimento do real ante o dólar também contribuiu para a queda do açúcar. O Brasil é o maior produtor mundial da commodity, e uma moeda mais fraca estimula a venda pelos produtores, o que acaba afetando os preços. Pelo mesmo motivo, a depreciação do real teve impacto sobre as cotações do café arábica, que fecharam em baixa de 0,5%. Os futuros do suco de laranja caíram 0,8%, com investidores embolsando lucros após uma alta de quase 2% nesta semana.
Na Bolsa de Chicago, os futuros do milho, da soja e do trigo fecharam sem tendência definida. Investidores adotaram uma postura cautelosa antes de um relatório mensal do governo dos EUA sobre demanda e oferta, que sai hoje à tarde. Esses relatórios são bastante aguardados porque podem causar oscilações de preço caso divirjam muito das projeções de analistas.
Veículo: O Estado de S. Paulo