Embora o cenário ainda não seja dos melhores, a prorrogação da isenção da Tarifa Externa Comum (TEC) para importação de trigo deu um fôlego ao setor – pelo menos por mais um mês. Com a manutenção da alíquota zero para o produto vindo de países de fora do Mercosul até 31 de agosto, o preço da farinha não deverá sofrer novo aumento a curto prazo.
Salvo se o dólar tiver outra disparada, avalia Arildo Bennech Oliveira, presidente do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria e de Massas Alimentícias e Biscoitos do Estado (Sindipan).
Com escassez do produto no mercado interno, agravado pela decisão da Argentina de suspender as exportações do grão, a indústria brasileira passou a depender do grão produzido nos Estados Unidos e no Canadá. Os argentinos, aliás, tiveram a pior colheita do cereal nos últimos 111 anos, com 9,8 milhões de toneladas.
– A situação só irá melhorar com a entrada da safra de trigo brasileira, a partir de outubro. Por isso, o ideal seria que a prorrogação fosse estendida pelo menos até final de setembro – afirma o presidente do Sindipan.
Veículo: Zero Hora - RS