Em datas comemorativas como o Dia das Mães e Namorados, opção se torna a melhor alternativa para os indecisos
Cada vez mais, os cartões presentes corporativos, mais popularmente conhecidos como vales presentes, caem no gosto dos consumidores, especialmente aqueles indecisos que não sabem como e com o que presentear. Empresas que operam neste setor comemoram este crescimento do mercado e demonstram números de expansão.
O varejo de Porto Alegre já está antenado nesta tendência. Algumas empresas investem em formatos diferentes para atrair o público. É o caso da marca de cosméticos e produtos de beleza Contém 1g, que já traz um embrulho em forma de presente ao invés do tradicional cartão. “É uma caixinha bonita, onde o cliente coloca o valor que quiser, sem restrição. Isso nos ajuda muito, principalmente com os consumidores que estão indecisos”, afirma Silvia Lemos, diretora da franquia com pontos de venda nos shoppings Total, Praia de Belas e Bourbon Ipiranga.
Nas datas comemorativas, conforme a empresária, o vale presente pode até representar 15% do fluxo de caixa. Além dos tradicionais períodos, Silvia revela que épocas de amigos secretos e formaturas também são de grande procura. “O Dia dos Namorados é o de maior volume de vendas, pois o homem tem mais dúvidas, então sugerimos este produto. O nosso vale presente dá oportunidade de uma variedade de itens muito grande”, explica.
A empresária Elda Santana, da loja Jeito Chique Calçados, localizada no Shopping Total, também ressalta que as datas mais importantes do comércio são de alta procura pelos vales. Uma das vantagens é que o cartão pode auxiliar no pagamento de um produto de maior valor. A loja trabalha com cartões com valores de R$ 30,00, R$ 50,00 e R$ 100,00.
Elda também acredita que o uso dos cartões presentes ajuda a fidelizar o cliente, que passa na loja e pode adquirir mais produtos além daquele valor recebido. Além disso, se torna uma opção segura e sem erros para quem presenteia. “No nosso caso, é muito difícil a pessoa acertar em um sapato, tanto pelo número do calçado quanto pelo modelo. Com os vales presentes, não há como errar”, analisa a empresária.
Mercado ainda engatinha no Brasil
Especializada na comercialização de cartões presentes para o mercado corporativo, a Incentivale, que representa cerca de 60 marcas do varejo nacional, fechou o primeiro trimestre com faturamento 100% acima da média para o período. No primeiro ano de atuação, em 2011, o faturamento foi de R$ 5 milhões. Já no ano passado, este número chegou a R$ 25 milhões. “A nossa empresa reflete o mercado, porque estamos crescendo em um ritmo acelerado superior a outros segmentos”, afirma o diretor executivo da Incentivale, Renato Rosconi.
O dirigente informa que em mercados consolidados, como nos Estados Unidos, os vales presentes movimentam cerca de US$ 110 bilhões, o que representa 5% da venda de volumes no varejo. A previsão dos norte-americanos é que, em 2015, esses números cheguem a US$ 138 bilhões. “Aqui, no Brasil, este valor é de 1%, conforme empresas do setor, de um total de faturamento do varejo nacional de R$ 500 bilhões”, estima o diretor da Incentivale.
Para Rosconi, além da vantagem de escolha do consumidor, os vales representam também uma segurança ao vendedor, que ganha a certeza de renda com aquele produto. “É um novo canal de vendas e um meio muito seguro na medida em que você tem uma antecipação do crédito. E para o consumidor final, o presenteado, vai transformar aquele título em produto”, avalia.
O vice-presidente do Sindilojas Porto Alegre, Arcione Piva, concorda que este meio de venda é um dos mais seguros para os vendedores e compradores. Ele cita um estudo do Grupo Setorial de Pré-Pagos que mostra que o mercado potencial deste setor é de R$ 10 bilhões ao ano. Uma das vantagens para os lojistas, segundo o dirigente, é que o cliente que recebeu o vale presente também poderá conhecer a loja se ainda não a conhece. “É um mercado bastante promissor. Como entidade, vemos isso como um fator positivo para os lojistas especialmente em épocas como esta, o o Dia das Mães, onde se qualifica o presente. Abre chances de fidelizar clientes e fidelizar vendas que o lojista tem e que pode agregar ao negócio”, salienta.
Veículo: Jornal do Comércio - RS