O presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antônio Cesa Longo, informa que, apenas no setor de supermercados, as vagas temporárias para atender à demanda do veraneio chegaram a 3,6 mil, dos quais 600 ainda não foram preenchidas. Esse valor é 30% superior ao registrado em 2012. “As pessoas consideram que vale mais a pena trabalhar como garçom ou como açougueiro no Litoral, ganhar salários até 40% mais altos do que os pagos na Capital e ainda receber por dia de trabalho. Os bicos de praia ainda são preferidos”, afirma o dirigente.
Essa demanda é resultado da migração recorde de cerca de 40% dos gaúchos para as praias, fator que faz o setor projetar aumento de 30% nas vendas nos supermercados durante o veraneio, num comparativo com 2012. A maior dificuldade de conseguir mão de obra é dos mercados pequenos, uma vez que as grandes redes acabam remanejando pessoal de filiais de outras cidades. “Só em dezembro, tivemos um aumento de 12% em vendas em comparação com o ano passado, considerada como uma das melhores semanas da história, em vendas, para os supermercados do Litoral do Estado. Se conseguissem ampliar os serviços, estas empresas poderiam crescer ainda mais”, destaca o supermercadista.
Para ele, essa demanda deve continuar crescendo pelo fato de a região litorânea ter “vida própria” durante todo o ano. “Isso se deve à chegada de universidades para a região, à criação de novos municípios, à migração de aposentados e pelo custo de vida mais baixo”, avalia.
Veículo: Jornal do Comércio - RS