A Fábrica de Tecidos Carlos Renaux encaminhou ontem à Justiça, Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à Bolsa de Valores um comunicado pedindo autorização para a o encerramento das atividades.
O conselho da Carlos Renaux aprovou o pedido de autofalência em reunião no início da noite da última terça-feira, na sede da empresa. Na ata da reunião enviada para a CVM consta que, no encontro, a autorização para o pedido de falência foi dada após discussão sobre a situação financeira da empresa.
Rolf Bueckmann, presidente do Conselho de Administração da companhia conta que, nos últimos meses, tentou tomar medidas emergenciais para que a empresa conseguisse recursos e continuasse operando. Venda de terrenos e até a incorporação da Carlos Renaux por outra empresa estiveram entre as tentativas, mas sem sucesso. Ele conta que com acesso restrito a crédito e o acúmulo de dívidas, o capital de giro ficou inviabilizado.
A energia elétrica chegou a ser cortada, e a folha de pagamento está atrasada. Atualmente a companhia conta com cerca de 250 funcionários. Os salários de abril foram quitados e a produção está parada há cerca de 15 dias, segundo o presidente.
Dinheiro do imóvel irá para o pagamento de dívidas
Em 2011, quando solicitou a recuperação judicial, a empresa tinha cerca de R$ 100 milhões em dívidas, além das pendências fiscais, segundo o administrador judicial Gilson Sgrott.
Caso a Justiça aceite o pedido, a massa falida será administrada por Sgrott até que os trâmites legais permitam a venda do imóvel e outros bens. O valor será aplicado para pagar as dívidas, preferencialmente os créditos trabalhistas
Veículo: Diário Catarinense