Os filhos querem vestir os pais dos pés à cabeça. Confecções e calçados lideram a preferência na hora de comprar o presente na data promocional de 2008, a quarta em importância, atrás do Natal, Dia das Mães e Dia dos Namorados, primeiro, segundo e terceiro em vendas respectivamente. Até a cotação dos eletroeletrônicos aumentou graças à temporada olímpica. A aposta é das entidades de lojistas do Estado, que projetam crescimento de 8% nas vendas na data, em comparação com 2007. Os indicadores da economia gaúcha, com alta da atividade industrial, da renda e do emprego e até da arrecadação de impostos, consolidam as previsões para lá de otimistas do setor.
Pesquisa da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Porto Alegre, divulgada ontem, indicou que 40% dos consumidores procurarão as lojas na semana que antecede a data, a ser comemorada no próximo domingo. O frio que marca o começo de agosto é mais um aliado, destacou o presidente da CDL, Vilson Noer. "Os lojistas apostam em vendas de 10% a 15% somente em itens ligados aos Jogos Olímpicos. Mais uma razão para presentear", reforçou Noer. O levantamento sobre a tendência de gastos ouviu 400 pessoas na Capital, entre 24 e 28 de julho, mostrou que 63,2% das compras serão feitas por mulheres. O valor do presente será de até R$ 100,00 para 66% dos consumidores.
Roupas, com 46,8%, calçados, com 13,2%, e eletroeletrônicos empatados com perfumes e cosméticos, com 9,6%, estão nas primeiras posições. Quando se trata de confecções, leia-se camisa, camiseta e calça. Já na linha de aparelhos, celular, rádio e máquina fotográfica serão os mais procurados. A pesquisa abrangeu clientela nas ruas e em shoppings e mapeou os consumidores por renda, idade e sexo. Nas classes altas, 46% das pessoas admitiram gastar mais de R$ 100,00 e 28% acenaram que poderão comprar mais de um presente. Perfumes e cosméticos estão à frente dos eletrônicos neste segmento. Já na faixa mais baixa de renda, roupas e calçados lideram em 66% das escolhas e 82% dos ouvidos limitaram o gasto em até R$ 100,00.
A direção da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL) reforçou o apelo das roupas, com destaques para itens esportivos, de calçados e televisores. O presidente da FCDL, Vitor Koch, lembrou que os aparelhos eletrônicos estão com preços mais atrativos devido à queda do dólar. "Vendas a prazo, que representam 60% dos negócios, podem ganhar mais espaço", arrematou.
As Lojas Paquetá seguem projeção da CDL e esperam faturar entre 8% e 10% a mais que em 2007 na data. Com o apelo do frio e até da temporada esportiva, a gerente de marketing da rede, Paulina Bacher, aponta artigos como agasalhos e tênis como opções que devem ter maior procura. Paulina também está de olho na venda de oportunidade. Como as mulheres vão comandar a decisão do presente, a gerente afirma que certamente itens femininos vão acabar sendo incorporados à compra.
O setor de supermercados aposta cada vez mais nas datas promocionais. O Wal-Mart Brasil, projeta crescimento de 15%, em linhas como ferramentas para casa, livros e DVDs, e até 40% em eletro e informática. As confecções, que ganham mais espaço nas lojas, podem ter incremento de até 20%. No Big Sertório, a rede montou o espaço Mundo da Tecnologia, com 3 mil m2. "Alguns produtos terão preços até 45% mais baixos", garante o diretor de eletroeletrônicos do Wal-Mart Brasil, Charles Knapp.
Veículo: Jornal do Comércio - RS