Preço de árvore de Natal varia até 280%

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Quem ainda não montou sua árvore de Natal nem comprou os adereços típicos desta época do ano ainda encontra muitas opções na região. Há produtos para todos os tipos de bolsos e gostos. A diferença do valor também é grande, se considerarmos pequena árvore sintética e minipinheiro natural, de 20 centímetros, que têm preços de partida de R$ 5 e R$ 19, respectivamente, variação de 280%. Se a opção for por árvores maiores, a diferença é de 66%, considerando a sintética comercializada por R$ 300 e, a natural, por R$ 500.

 

As comparações foram feitas a partir de pesquisa da equipe do Diário pelo comércio popular de rua e lojas de plantas e paisagismo espalhadas pelo Grande ABC. Apesar de mais caro, o pinheiro natural tem público fiel. "Quem gosta do cheiro da planta em casa, bem característica dessa época do ano, não troca pelo sintético. Isso vai muito de gosto", conta Viviane Arigoni, sócia-proprietária da floricultura A Varanda, de Santo André.

 

Nesta temporada, especificamente, ela diz que o volume de vendas dos pinheiros menores caiu, mas o faturamento se equiparou com 2015 porque os clientes optaram por pinheiros naturais maiores e, portanto, mais caros. "Os que têm cinco metros de altura, por exemplo, são vendidos a R$ 500 e têm tido boa saída. Esse cenário é positivo diante da crise econômica pela qual o País atravessa. Então mantivemos os números do ano passado", pontua.Nos comércios de rua da região uma árvore sintética de 90 centímetros, com pisca-pisca e 12 bolas é encontrada, em média, por R$ 108. Apenas os pisca-piscas custam entre R$ 6,99 e R$ 100, dependendo do tamanho e tipo. Já os enfeites variam muito, mas partem de R$ 1.

 

ESCOLHA - Para quem fica na dúvida entre comprar árvore sintética ou natural, algumas informações podem ajudar na escolha. Uma delas é que o pinheiro natural é uma planta que necessita da luz solar para se desenvolver. Em curto espaço de tempo, por até um mês, é possível mantê-lo dentro de casa. "Os de porte mediano sobrevivem melhor. Depois basta colocá-lo no quintal, regá-lo e deixar exposto ao sol, em local com ventilação. Poucas podas são necessárias e ele pode ser plantado no solo ou em vaso grande. Nessas condições é possível que dure até o próximo Natal", aconselha Viviane. Caso a residência fique muito fechada e não tenha iluminação solar, a sintética é melhor opção. Vale a pena pesquisar bastante, já que ainda dá tempo de enfeitar a casa para a noite natalina, daqui a dez dias.

 


Aluguel de artigos natalinos é alternativa

Visando a praticidade, muitos consumidores optam por alugar artigos de Natal. Para quem não conhece, trata-se de mercado que está a cada ano mais aquecido. E, mesmo com a crise econômica, há aumento de 40% no volume de itens alugados, como, por exemplo, na loja LarDeco, localizada em Santo André. "Há seis anos tenho clientes fiéis e, a cada dez meses surgem novos também", conta o sócio-proprietário Marcelo Cammarano.

 

Segundo ele, os preços das árvores variam entre R$ 1.300 e R$ 1.800, a de 1,80 metro e 2,10 metros, respectivamente. Esses produtos sintéticos já vêm com bolas, laços, flores, galhos, saia para cobrir o pé e iluminação característica com LED. "Os valores não dependem do período que elas ficam nas casas de clientes. Tem pessoas que já pedem para que as árvores sejam montadas em outubro, outras gostam que isso seja feito em dezembro. As decorações ficam até o início de janeiro, conforme necessidade do cliente. O preço é o mesmo."

 

Outros artigos natalinos também fazem os olhos dos clientes brilharem. Guirlandas podem ser alugadas entre R$ 150 a R$ 500, dependendo do modelo. Presépios variam entre R$ 900 a R$ 3.200, no caso do kit com seis bonecos (três Reis Magos, José, Maria e o Menino Jesus), cada um com 1,20 metro de altura, feitos de porcelana e com roupas de confecção. "A maioria dos clientes aluga os artigos para suas residências, pela comodidade e beleza, e acaba parcelando os valores no cartão de crédito", complementa Cammarano. Na unidade há cerca de 200 árvores à disposição, a partir de outubro, todos os anos. "Hoje quase todas já estão alugadas", comemora o comerciante, ao advertir, entretanto, que ainda há opções.

 

 

 

 

Fonte: Diário do Grande ABC


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