O IBGE mostrou ontem expansão no acesso a saneamento, luz, telefone e bens de consumo, sobretudo na aquisição de computadores e internet. A pesquisa indica que alguns bens estão no limite do consumo, o que pode ser uma má notícia para a indústria de eletrodomésticos no momento em que o crédito se encontra escasso no mundo. Fogão já existe em 98,2% dos domicílios; a televisão em 94,8% e geladeira em 91,4% dos lares brasileiros.
Por outro lado a aquisição de telefones e computadores, embora estejam avançando em ritmo acelerado, ainda estão longe da universalização. Dos 56.345 mil domicílios brasileiros investigados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE, 15 milhões (26,6%) possuíam microcomputador, sendo 11,4 milhões (20,2%) com acesso a internet.
"Tal avanço foi significativo em relação a 2001, quando 6,0 milhões de domicílios possuíam microcomputador, sendo 4,0 milhões com acesso a Internet", cita o pesquisador Cimar Azeredo, do IBGE. Mais da metade dos domicílios com computador (8,8 milhões) estão no Sudeste, e 6,896 milhões têm acesso a internet. O Sudeste possui 27,4% de seus domicílios conectados à internet; a região Sul, 24%; o Centro-Oeste, 18,4%; o Nordeste, 8,8%; e o Norte, 8,2%.
"Houve melhoras nos indicadores de posse de quase todos os bens e serviços pesquisados, tais como energia elétrica, telefonia, fornecimento de água, saneamento básico e coleta de lixo", diz a pesquisa.
Segundo o IBGE, mais da metade dos domicílios (52%) estavam ligados à rede coletora de esgotamento sanitário, um aumento de: 5,5 pontos percentuais em relação a 2002.Em 2007, 28,9 milhões estavam ligados à rede de esgoto, contra 22,3 milhões em 2002. Desde 1997, o percentual de domicílios atendidos pelo serviço de coleta de lixo cresceu 12,1 pontos percentuais. E o número de domicílios com telefone passou de 29,6 milhões em 2002 para 43,1 milhões.
Foi grande o avanço do número de domicílios com telefone móvel celular cujo consumo atingiu o auge entre 2003 e 2004: 51,4%. Em 2007, a variação de domicílios somente com telefone celular foi de 17,8% em relação a 2006, alcançando 17,6 milhões de domicílios.
Veículo: Gazeta Mercantil