O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) do Ministério da Justiça aprovou, ontem, a aquisição da Farmacoterapia pela Hypermarcas.
O negócio levou à concentração de diversos produtos que ambas as empresas fabricam, como xampus, sabonetes femininos e medicamentos.
A Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda recomendou ao Cade que imponha restrições com relação a medicamentos da classe A02B4, utilizados para combater úlceras. Essa restrição poderia ser a venda desses medicamentos a concorrentes. Com relação aos demais produtos, a concentração não seria suficiente para prejudicar a concorrência e a Seae recomendou a aprovação do negócio para xampus e sabonetes.
Os conselheiros discordaram da análise da Seae quanto a medicamentos. "Eu não encontrei condições para o exercício unilateral de mercado", afirmou o relator do processo, conselheiro Ricardo Ruiz, referindo-se ao suposto poder que a Hypermarcas teria frente a outras competidoras que vendem remédios contra úlceras. "Há um grau de substituição do produto e não acredito que seja razoável fazer uma intervenção", completou.
Os demais integrantes do Cade seguiram o voto de Ricardo Ruiz. Com isso, o caso foi aprovado por unanimidade.
Em julho, o órgão antitruste concluiu julgamento a favor da compra da Revlon pela Hypermarcas - negócio que garantiu à empresa o controle das marcas Bozzano, Campos do Jordão, Juvena, Aquamarine e Bitufo.
Veículo: Valor Econômico