As brasileiras já podem contar com as propriedades cicatrizantes do óleo de ema para cuidar da pele e acabar com as estrias. A proposta vem da Novaskin, uma empresa chilena criada há apenas dois anos, que começou a exportar sua linha de dermocosméticos para o Brasil em julho e está animada com as perspectivas de crescimento no mercado nacional.
"Somos apenas 17 milhões de pessoas no Chile, enquanto o Brasil representa um universo mais de dez vezes superior", diz Orlando Pulgar Bozanic, gerente geral da Novaskin. O plano é que o Brasil responda até o final de 2009 por mais da metade da sua receita, estimada em US$ 1 milhão. "Além do público maior, o Brasil oferece muito mais chances de crescimento do que o Chile, onde o mercado é bem concentrado", diz o empresário, referindo-se especialmente às três redes de farmácias que detêm quase toda a venda neste canal (Salco Brand, Fasa e Cruz Verde).
Os produtos da Novaskin chegam às farmácias e perfumarias brasileiras por meio da Santa Fé, importadora e distribuidora paulista. A partir de dezembro, os cosméticos chilenos também desembarcam nas prateleiras do supermercado Muffato, a maior rede varejista do Paraná e a 10ª colocada no ranking nacional da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). "Representantes do Muffato vieram ao Brasil conhecer nossa empresa", diz Bozanic, que não se mostra preocupado com os efeitos da crise nas suas exportações. "Pelos dados da Abihpec (Associaçao Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), percebemos que o consumo local continua crescendo", diz o empresário, lembrando que a Novaskin chega com um preço competitivo frente a outros cosméticos importados. "Nossos produtos custam 30% menos que os das concorrentes diretas, como a francesa Vichy e a americana Clinique", diz ele.
A Novaskin produz três linhas de dermocosméticos: a Emuskin (à base de óleo de ema), a Elaskin (feita a partir da baba de caracol, substância natural que possui colágeno, elastina e ácido glicólico) e a Notas de Chocolate, apresentada como "afrodisíaca e relaxante". Até o momento, porém, apenas a Elaskin está sendo exportada ao Brasil. "Vamos lançar em breve uma linha profissional, que também será oferecida no mercado brasileiro".
Segundo ele, no processo produtivo do Emuskin, a retirada de óleo da ema ("emu", em castelhano) ocorre por liposucção. "É como se fosse uma lipoaspiração, sem prejudicar o animal, que é capaz de produzir o óleo novamente", afirma Bozanic. Ao todo, a Novaskin conta com um rebanho de 700 emas, das quais é retirada parte da matéria-prima para a produção anual da empresa, em torno de 1,5 milhão de unidades. Considerado um cicatrizante eficaz, o óleo de ema possui uma composição similiar ao óleo humano, com alto percentual de ácidos graxos como ômega 6 e ômega 9.
O creme firmador e anti-estrias é o carro-chefe da companhia, vendido no Brasil a R$ 95. Também fazem parte da linha Emuskin o creme para contorno dos olhos, o leite de limpeza facial, o creme de hidratação profunda, o firmador abdominal para o público masculino, entre outros produtos. Para o lançamento do Emuskin no Brasil, a Novaskin contratou o laboratório Medicin para testar o produto com as brasileiras. "Houve 30% de melhora na pele com o uso do produto", diz Bozanic. Em 2009, a Novaskin pretende montar uma joint-venture com a Santa Fé e lançar uma filial no Brasil. Ao final deste ano, esta previsto o início das exportações também para o Panamá e a Coréia do Sul.
Veículo: Valor Econômico