O último relatório divulgado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostrou que a base de celulares no Brasil ultrapassou a marca de 166 milhões de linhas ativas, em setembro. Um total de 86,67 linhas para cada 100 habitantes. Além disso, com o avanço da tecnologia 3G, os celulares já se configuram como um dos principais canais de relacionamento entre marcas e consumidores. Atualmente, cerca de 18 milhões de usuários acessam a web móvel; sendo 5 milhões aparelhos da terceira geração, como os smartphones e o iPhone. Atentos ao aumento dessa mídia, empresas estão investindo cada vez mais em ações de marketing, seja com aplicativos, desenvolvimento da versão mobile dos sites corporativos ou promoções via sms e bluetooth.
Para o CEO da Hanzo e presidente global da Mobile Marketing Association (MMA), Federico Pisani, 2009 tem sido um ótimo ano para as ações em mobile marketing e a expectativa para 2010 é ainda maior. "O Brasil entrou definitivamente nesse nicho. Tivemos ações das mais diversificadas possíveis. Para 2010, esperamos um crescimento de 300%, com a entrada de novas marcas e ampliação das ações das empresas que já estão nessa mídia", estima.
A primeira ação de marketing via sms no Brasil foi feita em 2005. Desde então, as ferramentas e as estratégias só têm evoluído. Apesar disso, para o sócio da agência F.Biz, especialista em ações digitais, Marcelo Castelo, ainda há um longo caminho a ser percorrido.
"Empresas que já atuam em mobile marketing há mais tempo já compreenderam o poder desta ferramenta e continuam investindo. Enquanto isso, outras sequer conhecem o conceito do sms, não compreendem o alcance. É um nicho ainda pouco explorado. Fizemos uma pesquisa recente com as 100 melhores empresas para se trabalhar - publicada pela revista Exame - e constatamos que apenas seis tinham um site preparado para celular", revela.
Segundo o especialista em branding digital, Gabriel Rossi, o canal é ideal para investir em relacionamento com o consumidor. "A relação das pessoas com a tecnologia mobile é muito íntima. Basta lembrar que armazenamos fotos, mensagens e colocamos toques personalizados. É exatamente nisso que as marcas precisam focar: construir uma relação de igual para igual - e ter cuidado para não bombardear com mensagens de conteúdo irrelevante ou no "timing" errado", orienta.
Segundo Marcelo Castelo, da F.Biz, outro atrativo do mobile marketing é que é uma mídia com muita abragência e custo relativamente menor, se comparado às mídias tradicionais. "É mais barato e mais conveniente. A empresa consegue controlar de onde e como estão vindo as participações. As possibilidades de inovação são imensas e o alcance da informação alto", explica.
"Na verdade, esta integração é só o começo. Quando falamos de mobilidade, o céu é o limite para as marcas. Não vai demorar para chegarmos na "web social móvel", quando consumidores poderão interagir ainda mais com outros consumidores, por meio do celular, comparando preços, locais, qualidade. Imagine o que isso pode representar para as empresas que conseguirem trabalhar bem esta relação?", conclui Gabriel Rossi.
Veículo: Jornal do Commercio - RJ