Empresários de pequeno e médio porte do setor supermercadista têm conseguido ter acesso a negociações com a indústria, para oferecer produtos líderes de vendas em seus estabelecimentos, graças à ajuda do clube de compras e do comitê de redes promovidos pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
Segundo o vice-presidente da Abras, Adeilton Feliciano do Prado, ao promover essa acessibilidade quem ganha é o setor. "Com a indústria dando maior atenção ao pequeno supermercadista, conseguimos profissionalizar o setor ainda mais", disse. Atualmente, o comitê conta com mais de 300 redes associadas e existe a possibilidade de ser criada uma bandeira nacional, que sirva de apoio A esses empresários. "Entre este ano e 2015 pretendemos ter uma bandeira que representará de forma mais profissional esses players menores. Além da compra no mercado interno, essa bandeira ajudará nos processos de importação", disse Prado.
O presidente da Abras, Fernando Yamada, afirmou que a entidade tem desempenhado um bom papel nas regiões Nordeste e Centro-Oeste. "Atuamos forte nessas regiões para que a indústria atenda as demandas, mas a logística é um entrave que deixa essas associações mais difíceis", disse ele. Yamada citou como exemplo o caso de produtos perecíveis. "Os prazos de validade dos produtos perecíveis são menores na comparação com outros países. Nesses casos, a solução é trabalhar com os distribuidores e não com a indústria diretamente", explicou ele. Outro ponto ressaltado por Yamada foi a necessidade de as redes utilizarem o processo de gestão de categoria a favor da operação. Com isso, eles conseguem ofertar um mix mais adequado ao seu público-alvo e região de atuação. "A indústria ajuda nesse processo, com pesquisa de mercado para adequação de mix e público-alvo."
Marcas líderes
Em sua 15ª edição, o ranking Abras de marcas líderes de vendas apontou que, no ano passado, a indústria para sobreviver em um cenário econômico desfavorável lançou mais produtos que em 2012, conforme explicou Fábio Gomes, gerente de atendimento da Nielsen (parceira da entidade nas pesquisas setoriais). "Sem essa movimentação haveria retrocesso para a indústria e as vendas nos supermercados também seriam afetadas", explicou.
No total foram identificadas 220 marcas diferentes, que lideraram o gosto do consumidor, mesmo em um cenário mais complicado de vendas enxutas e menor tíquete médio. Entre as empresas que mais venderam dentro dos supermercados estão: 3 Corações, na categoria café e cappuccinos; Ambev na categoria cervejas com a marca Skol; Nivea na categoria higiene e beleza; na mesma categoria, a L'Óreal desbancou outras marcas de esmalte com a marca Colorama e as tinturas de cabelo com a sua linha Impedia. A BRF consagrou-se líder de vendas com as marcas Elegê, Perdigão, Qualy e Sadia nas categorias de produtos congelados, margarinas e salgados. Também foram listadas no ranking, Sanofi, Salton, Massa Leve, Mars Brasil, entre outras.
Veículo: DCI