Preços mais altos do gado na primeira semana de janeiro são considerados atípicos
O mercado físico de boi brasileiro teve aumento de ofertas no Centro-Oeste e redução em São Paulo. Diante disso, houve oscilação de preços nas diferentes praças do país durante a semana. Além disso, os pecuaristas retraíram a intenção de venda. Com isso, os frigoríficos voltaram a encontrar dificuldade nas negociações, e o preço aumentou.
Segundo análise da Safras & Mercado, a oferta de boi tende a aumentar em janeiro. O bom volume de chuvas favorece o desenvolvimento adequado do boi gordo de pasto. Os preços mais acentuados durante a primeira semana do ano foram uma situação atípica, considerando que os pecuaristas mostram mais condições em reter a oferta quando se trata de boi gordo de pastagem.
Os frigoríficos de maior porte voltam a sinalizar para uma situação de maior conforto, com escalas melhor posicionadas de, em média, cinco dias úteis. Entretanto, conforme o boletim semanal divulgado pelo Sindifrio, a oferta esbarra na ausência de pecuaristas, que ainda estão de férias, e algumas indústrias que podem estar com as câmaras vazias em decorrência do aumento do consumo no fim do ano, voltaram às compras deparando com mercado enxuto. Nesse quadro, o preço da arroba passa por um período de reajustamento, mas a tendência é de preço firme com possibilidade de recuo.
A média semanal de preços (de 7 a 10/01) em Minas Gerais ficou em R$ 90, livre, a prazo. Em Mato Grosso do Sul, preço ficou em R$ 90,70. Em São Paulo, a arroba foi cotada a R$ 98,45, livre, a prazo. Em Goiás, a arroba ficou a R$ 90, a prazo. Em Mato Grosso, preço a R$ 86,29.
O atacado apresentou o desempenho esperado. Os cortes de dianteiro foram mais demandados do que os cortes de traseiro. Portanto, os preços de dianteiro subiram e os de traseiro caíram. Entretanto, operou em ritmo lento, com cautela por parte dos compradores, o que justifica a lentidão dos negócios.
Por outro lado, a procura está ajustada à oferta, permitindo a estabilidade nos preços mas, nesse clima, a curto prazo, a oferta é regular, com tendência de melhora no fim de semana. O período é de ajuste pois as férias para alguns estão terminando e, com isso, o consumidor poderá voltar às compras com conseqüente aquecimento do mercado, propiciando preços firmes e possibilidade de reajuste de preços.
Veículo: Diário do Comércio - MG