Com a ideia de agregar mais valor a seus produtos, a Batavo Cooperativa Agroindustrial irá inaugurar amanhã sua nova indústria de processamento de leite, a Frísia, em Ponta Grossa, região dos Campos Gerais (PR).
Assim como os profissionais contratados, o leite, matéria-prima utilizada na industrialização dos produtos, vem de produtores cooperados da Batavo, que hoje somam 567, com produção diária de 300 mil litros. Segundo o gerente-geral da cooperativa, Antônio Carlos Campos, a nova unidade terá capacidade de receber 1 milhão de litros de leite por dia, e processar 400 mil litros diários. "Neste primeiro momento, os produtos serão comercializados entre parceiros do setor lácteo que irão inserir suas respectivas marcas", disse Campos. "A partir de 2012, os consumidores passam a ter acesso a esses produtos já com a marca Frísia, que entra no varejo observando rigoroso controle de qualidade", comentou o executivo.
Campos contou que o próximo passo é alterar o nome da própria cooperativa, que não possui mais os direitos sobre a linha de lácteos da empresa Batavo, comprada pela Perdigão em meados de 2001. "Como não temos mais a marca Batavo, começaremos a trabalhar uma nova marca chamada Frísia, para no futuro adentrarmos no varejo", disse. "Na verdade estamos estudando essa transposição de nomes, pois há muita confusão em relação a isso e queremos trocar um nome por outro. Mas ainda estamos conversando com os produtores para fazer isso."
Frísia é o nome de uma região da Holanda de onde vieram muitos dos imigrantes que colonizaram Carambeí (PR), bem como a origem dos primeiros gados leiteiros da raça holandesa que foram trazidos para cá e se tornaram os responsáveis pelo melhoramento genético do gado leiteiro no País.
A linha de produtos da indústria será composta pelo leite pasteurizado integral, semidesnatado e desnatado, creme de leite pasteurizado e cru, leite concentrado integral, semidesnatado e desnatado, leite cru resfriado. Na segunda etapa de produção serão produzidos leite condensado e leite longa vida. "Com a venda da linha láctea da Batavo para a Perdigão, em 2001, ficamos praticamente 10 anos fora do mercado industrial. Mas desde então já pensávamos na construção de uma planta industrial, visando proteger a nossa bacia leiteira do mercado, e assim agregaríamos valor aos produtos", disse.
Cerca de 95% dos colaboradores da industria é dos Campos Gerais. Inicialmente, a Frísia gerou 85 empregos diretos e cerca de 500 indiretos. Porém, quando passar a operar com maior volume, este número tende a crescer. "Foi um investimento muito importante para nós e os produtores", finalizou.
Veículo: DCI