Exportações do produto crescem 29% em agosto frente a julho
Não são apenas as vendas de carne suína para o exterior que esboçam reação. O mês passado também foi de resultados positivos para os negócios com o couro destinado aos clientes estrangeiros. De acordo com dados divulgados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações brasileiras de couros e peles movimentaram US$ 191,2 milhões, com o embarque de 31,3 milhões de quilos em agosto. O valor exportado significa um aumento de 29% em comparação com o mês anterior e de 14% em relação a junho.
Segundo o presidente do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), Wolfgang Goerlich, a retração em junho e julho foi menor por causa de problemas relacionados com as vendas para a Itália. Ele diz que a média exportada por mês durante o primeiro semestre foi de 32,4 milhões de quilos. Já o total das exportações do setor couro durante os primeiros oito meses do ano atingiu US$ 1,4 bilhão, superando o valor exportado durante o mesmo período de 2010 em 18%. Já o volume físico permaneceu estável.
Goerlich acredita que a crise econômica internacional, que tem atingindo todos os mercados de consumo, dificulta qualquer prognóstico referente ao comportamento das exportações para os quatro meses restantes do ano. As últimas medidas tomadas pelo governo brasileiro no sentido de baixar os juros e melhorou as perspectivas cambiais representam, no entanto, sinais positivos para o setor exportador, em sua opinião.
Por outro lado, a situação dos abates, e, consequentemente, a disponibilidade de matéria-prima para os curtumes não deve melhorar, segundo análise do presidente do CICB. “Levando em consideração todos estes fatores e o enorme esforço do setor para defender e ampliar suas conquistas no mercado externo, acreditamos ser possível atingir a nossa meta de exportar neste ano um total de US$ 2 bilhões, 15% a mais do que em 2010”, diz Goerlich.
O executivo lembra que os esforços para promover o couro brasileiro no mercado mundial estão sendo intensificados para compensar os fatores adversos, tanto em relação aos custos internos quanto às barreiras globais. O programa Brazilian Leather, desenvolvido pelo CICB com a Apex-Brasil já registra bons resultados.
Veículo: O Estado de Minas