Segundo pesquisa, 70,8 dos empresários vão admitir.
Apesar da desaceleração da economia, o comércio está otimista com a aproximação do Natal, melhor época do ano para o setor. Por isso, 70,8% dos lojistas da Capital devem contratar profissionais temporários nos últimos meses de 2011, prevendo o aquecimento das vendas. A estimativa é que 20 mil postos de trabalho sejam oferecidos por tempo determinado.
Os números fazem parte da Sondagem de Opinião do Lojista - Trabalho Temporário 2011 -, realizada pela Federação do Comércio do Estado de Minas Gerais (Fecomércio Minas). Segundo a gerente do Departamento de Economia da entidade, Silvânia de Araújo, embora o Brasil não apresente, neste ano, o mesmo fôlego econômico de 2010, o cenário continua favorável ao consumo. Prova disso é que de janeiro a julho, o varejo acumulou crescimento de 10,9% em Minas, enquanto que no país a alta chegou a 7,3% no mesmo intervalo.
Além do bom momento, os lojistas creditam ao 13º salário - que deve injetar R$ 10,513 milhões na economia mineira - a garantia de um Natal de bons resultados, já que, segundo as últimas pesquisas, 47% do abono natalino devem ser destinados ao consumo.
Do total de empresários que preveem a contratação de funcionários extras para o fim de ano, 67,2% vão admitir a partir de novembro, enquanto 15,5% e 16,4% irão aumentar o quadro de pessoal em outubro e dezembro, respectivamente. Os dados demonstram, ainda conforme a Fecomércio Minas, que muitos esperam os primeiros sinais de comportamento dos consumidores para reforçar a equipe.
Os vendedores são os profissionais mais requisitados na época do Natal (49%), seguidos pelos operadores de caixa (26,2%), fiscais de loja (8,5%), estoquistas (7,6%), promotores de vendas e seguranças (ambos com 3,4%). Ainda aparecem no levantamento, empacotadores (1,7%) e garçons (0,3%).
A maior demanda será por pessoas com qualquer escolaridade, mas com experiência no mercado de trabalho (53,4%). Os profissionais capacitados em cursos de vendas ou similares serão a opção de 29,4% dos entrevistados. Em seguida aparecem os empregados com qualquer escolaridade e sem experiência (11%). Os candidatos com escolaridade superior e experiência (0,6%) e os cursando cursos profissionalizantes (0,6%) encerram a lista dos preferidos.
Para gerir o processo de contratação, 31,9% das empresas contam com departamento de recursos humanos próprio. Já em 23,2% dos casos o gerente ou o proprietário fazem o processo de seleção. As agências de emprego e a indicação de terceiros são a opção, respectivamente, de 22,7% e 10,8% dos lojistas.
Dos 29,2% dos entrevistados que não pretendem contratar temporários em 2011, 35,4% alegaram não haver movimentação suficiente no ponto de venda para justificar a estratégia. Outros 27,8% afirmaram que irão investir na qualificação do quadro de empregados efetivos e 19% não têm recursos para admitir novos colaboradores.
Veículo: Diário do Comércio - MG