Café tem maior queda entre as commodities

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Saída de fundos de investimento faz grão recuar 20% no ano no mercado internacional


Os consumidores festejam. Os produtores, nem tanto.

O café arábica, o grão de melhor qualidade, apresenta a pior performance entre as commodities agrícolas neste ano, com queda de quase 20% desde janeiro.

A situação é bem diferente da do ano passado: o preço do arábica atingira o preço mais alto em 34 anos em março de 2011 devido ao temor de uma oferta apertada.

Desde então, o cenário mudou. Do pico de US$ 3,09 por libra-peso (454 gramas) há aproximadamente um ano, os preços caíram cerca de 40%, para US$ 1,85.

Os estoques de café de alta qualidade continuam baixos, mas o temor de baixa oferta sumiu com a expectativa de uma safra abundante no Brasil.

A perspectiva de uma boa safra motivou fundos e outros especuladores a apostar em preços mais baixos.

Os fundos deixaram de apostar em novas altas depois de meados de janeiro, quando os cafeicultores brasileiros começaram a vender a sua produção para garantir preços elevados.

ESTOQUES

Enquanto a queda de preço pode ser vista como uma boa notícia para os consumidores, ela acabou com os planos do governo brasileiro de vender os seus estoques.

No começo do ano, o Brasil, responsável por cerca de um terço da produção mundial, disse que planejava vender parte dos estoques controlados para aproveitar os altos valores do café arábica.

O anúncio derrubou os preços. Após o primeiro leilão de café, em janeiro, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) adiou o segundo leilão, marcado para fevereiro, devido a problemas administrativos.

No momento em que eles foram resolvidos, os preços já estavam muito baixos para vender os estoques.

O governo brasileiro está em uma situação difícil: não pode vender seus estoques porque os preços estão muito baixos. Mas, como os estoques começaram a ser formados na safra 2000/01, pode não haver muito espaço para compra de café desta safra.

O problema é que, se os preços caírem mais, o governo precisará dar suporte aos produtores.

Os estoques deixaram a Conab com grãos de até dez anos, e as regras brasileiras vão forçar o órgão a vender os estoques mais velhos primeiro.

Grãos antigos normalmente são negociados a preços mais baixos do que os novos.

 

Veículo: Folha de S.Paulo


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