A Rússia vai aumentar suas importações de açúcar bruto em pelo menos 85% durante o ano comercial 2013/2014, com início em primeiro de agosto, por conta de uma queda na produção de açúcar de beterraba do país, previu o Instituto da Rússia para Estudos do Mercado Agrícola (Ikar, na sigla em inglês) em levantamento divulgado ontem.
O país busca tornar-se autossuficiente em açúcar depois de ter sido o maior importador de açúcar bruto do mundo há uma década. Mas esse plano tem sido atrasado, uma vez que agricultores estão apostando mais no plantio de grãos, mais rentáveis que a beterraba.
A situação pode beneficiar o Brasil, o maior exportador global da commodity.
Os russos vão importar pelo menos 850 mil toneladas de açúcar bruto em 2013/2014, em comparação com cerca de 460 mil toneladas na temporada atual, disse Yevgeny Ivanov, analista da Ikar, à Reuters.
A produção de açúcar de beterraba deverá cair 19%, para 3,85 milhões de toneladas, uma vez que a seca do ano passado levou muitos agricultores a mudarem para outros cultivos, de acordo com estimativa preliminar do instituto. A área plantada com beterraba caiu 20% na comparação ano a ano.
Rússia consome cerca de 5,5 milhões de toneladas de açúcar por ano, dos quais entre 65% e 75% acabam sendo cobertos pela sua própria produção de açúcar de beterraba.
Para atender o restante da demanda, tradings como a Sucden, Dreyfus e Cargill utilizam açúcar do Brasil, Cuba e outros países da América Latina para atender ao mercado local.
Veículo: DCI