Segundo a Fecomércio Minas, 55,6% dos empresários acreditam em vendas melhores neste ano ante 2010.
Apesar dos sinais de desaquecimento da economia, os lojistas mineiros estão confiantes no Dia das Crianças, que promete aquecer o varejo especializado em artigos infantis. Segundo pesquisa da Federação do Comércio do Estado de Minas Gerais (Fecomércio Minas), 55,6% dos empresários apostam em vendas melhores neste ano na comparação com 2010. Somando-se este percentual com o número de entrevistados que acreditam em resultados semelhantes ao do último exercício (21%), percebe-se um clima de otimismo, já que 76,6% dos comerciantes confiam no sucesso.
De acordo com a chefe do Departamento de Economia da Fecomércio Minas, Silvânia de Araújo, a Sondagem de Opinião do Lojista, realizada junto a 82 empresas, revela que os empresários apostam em datas comemorativas, independentemente das turbulências que atingem economias externas. "Apesar do momento de crise, que poderia abalar a percepção do comércio, os resultados estão equilibrados em relação a 2010", diz.
Conforme a economista, no ano passado, 56,6% dos lojistas consultados pela entidade calculavam que a comercialização no Dia das Crianças superaria a realizada em 2009. Em 2011, dos 55,6% que apostam em incremento das vendas em relação ao exercício anterior, 44,4% acreditam que a expansão será entre 10% e 20%.
Embora revele uma previsão positiva, a pesquisa demonstra também que, como ocorre tradicionalmente, o 12 de outubro irá aquecer a venda de produtos de menor valor. Dos entrevistados, 65,4% esperam que as "lembrancinhas", com preços entre R$ 30 e R$ 70 dominem as operações. Outros 6,4% acreditam em tíquete médio entre R$ 100 e R$ 200. E a forma de pagamento mais usada (82,7%) deverá ser o parcelamento por meio do cartão de crédito.
Conforme o levantamento, os brinquedos mais tradicionais serão a opção de 43,2% dos consumidores
Preferidos - Os itens mais procurados, ainda de acordo com a pesquisa da Fecomércio Minas, deverão ser os artigos de vestuário, com 51,9%, seguidos pelos brinquedos, sobretudo os mais tradicionais, como bonecas, carrinhos, jogos e educativos, com 43,2%.
Além da preferência pelas "lembrancinhas", que sinaliza menor disposição de gastar, Silvânia de Araújo destaca que o alto comprometimento da renda deverá tornar o consumidor mais seletivo e exigente. Para atrair clientes e impulsionar as vendas, os lojistas consultados pela Fecomércio Minas citaram entre as estratégias adotadas investimentos na comunicação visual da loja (28,4%), diversidade do mix de produtos (17,2%), promoções (13%), mix de artigos de menor valor agregado (8,9%), crédito facilitado (7,1%), kits direcionados para crianças (7,1%) e publicidade na TV (6,5%).
Já as contratações temporárias, na maioria dos casos, só irão começar depois de 12 de outubro, visando o Natal. Conforme a sondagem, 76% dos empresários não planejam admitir mão de obra extra para o Dia das Crianças. Entre os 24% que irão recrutar funcionários, 45,5% planejam efetivar um número maior de pessoas do que em 2010.
Veículo: Diário do Comércio - MG