A Visanet estuda recorrer da medida da Secretaria de Direito Econômico (SDE) que suspendeu preventivamente o contrato de exclusividade nas operações com a bandeira de cartões Visa, afirmou ontem o presidente da empresa, Rômulo Dias.
Segundo o executivo, a companhia pode ingressar com um recurso tanto no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), como diretamente na Justiça para tentar reverter a determinação.
Ao lado do advogado especialista em direito concorrencial da companhia, Dias informou, em teleconferência com analistas, que a empresa ainda não foi citada sobre a medida, mas disse que tem um prazo de até dez dias para ingressar com recurso no Cade, que pode julgar a questão em um período de quatro a seis semanas.
No processo administrativo aberto no órgão do Ministério da Justiça para apurar supostas práticas anticoncorrenciais na relação entre Visa e Visanet, a empresa tem prazo de até 30 dias para apresentar sua defesa. Já a decisão final do mérito pode levar até dois anos, pelas estimativas da companhia. "A empresa dispõe de argumentos robustos para a defesa", assegurou Dias.
O presidente da Visanet disse que a empresa tem uma visão "serena" sobre a questão. Ele ressaltou que esse contrato foi submetido às autoridades competentes na época da criação da companhia, em 1995. "Nada novo ocorreu desde então. Por isso não haveria nenhuma razão neste momento para uma medida preventiva."
Na avaliação da empresa, o fim da exclusividade com a bandeira Visa, prevista para o ano que vem, é suficiente para proporcionar uma maior competição no credenciamento de estabelecimentos comerciais para o pagamentos com cartões. O segmento hoje é dominado pela Visanet e Redecard, que opera com a bandeira Mastercard.
Redução de custos. Dias disse que as medidas de redução de custos adotadas pela VisaNet deverão trazer maiores impactos para o resultado da companhia no final deste ano e, principalmente, a partir de 2010. Entre os esforços da VisaNet para diminuir as despesas, o executivo destacou a renegociação de um grande contrato de Tecnologia da Informação (TI), cuja economia será reconhecida a partir dos resultados do segundo semestre deste ano, em um valor estimado de R$ 10 milhões. Para 2010, a redução de custos esperada é ainda maior e deve chegar a R$ 42 milhões, segundo Dias.
Veículo: Jornal do Commercio - RJ